Ataques noturnos na Rússia e na Ucrânia enquanto Zelenskyy busca negociações com Trump sobre plano de paz | Notícias do mundo
Donald Trump e Volodymyr Zelenskyy deverão manter conversações sobre o plano de paz da Ucrânia.
Autoridades dos EUA e da Ucrânia mantiveram discussões em Genebra sobre uma controversa proposta de 28 pontos elaborada pela América e pela Rússia, que desde então foi combatida por um acordo alterado elaborado pelos aliados europeus de Kiev.
A Casa Branca disse que ainda havia “alguns pontos de desacordo” na noite de segunda-feira, mas a porta-voz Karoline Leavitt disse que havia um “senso de urgência” para chegar a um acordo.
“O presidente quer ver este acordo concretizado e ver esta guerra acabar”, acrescentou ela.
Zelenskyy repetiu essa mensagem, dizendo que “ainda há trabalho a fazer por todos nós para finalizar o documento”.
“Devemos fazer tudo com dignidade”, disse ele no seu discurso noturno em vídeo, acrescentando: “As questões sensíveis, os pontos mais delicados, discutirei com o presidente Trump”.
A decisão surge depois de Trump, que acusou a Ucrânia de não estar suficientemente grata pelo apoio militar dos EUA enquanto decorriam as conversações de Genebra, ter sugerido que o processo poderia estar a caminhar na direção certa.
Anteriormente, ele havia dado a Kiev até quinta-feira para concordar com o plano, mas o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, minimizou o prazo, dizendo que as autoridades poderiam continuar negociando.
Moscovo, no entanto, já sinalizou a sua oposição à versão europeia do plano de paz.
Interromperia os combates nas actuais linhas da frente, deixando as discussões sobre o território para mais tarde, e também incluiria uma garantia de segurança dos EUA, ao estilo da NATO, para a Ucrânia.
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O plano de paz de 28 pontos de Trump na íntegra…
…e a contraproposta de 28 pontos da Europa
As negociações em Genebra, na Suíça, começaram com Rubio negando que o plano original tivesse sido escrito pela Rússia.
Parecia incluir uma série de exigências de longa data do Kremlin que se revelaram impossíveis para Kiev, incluindo o sacrifício de territórios que as forças russas nem sequer tomaram desde o início da guerra.
Leavitt também insistiu que os EUA não estão favorecendo os russos.
Starmer liderará negociações com aliados da Ucrânia
Os aliados da Ucrânia na chamada “coligação dos dispostos” realizarão hoje uma reunião virtual, presidida por Sir Keir Starmer.
O primeiro-ministro britânico disse que a aliança está focada em alcançar uma “paz justa e duradoura”.
É “importante para todos nós, porque o conflito na Ucrânia teve um impacto direto aqui no Reino Unido”, acrescentou.
Rússia e Ucrânia relatam ataques durante a noite
As conversações começarão horas depois de o governador da região russa de Rostov ter informado que três pessoas foram mortas e outras 10 ficaram feridas num ataque ucraniano durante a noite.
O Ministério da Defesa russo disse que 249 drones ucranianos foram abatidos no total sobre regiões russas.
Entretanto, os ataques de drones russos em Kiev provocaram incêndios em edifícios residenciais – forçando evacuações e deixando várias pessoas feridas.
A guerra também foi tema de discussão em uma ligação entre Trump e Xi Jinping, da China, na segunda-feira.
Xi apelou a “todas as partes” no conflito para “reduzirem as diferenças”, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.
Reiterou que a China apoia todos os esforços conducentes à paz.
A China permaneceu um aliado consistente da Rússia durante a invasão da Ucrânia e é o principal comprador do petróleo russo, juntamente com a Índia.
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